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sábado, 1 de junho de 2013

Vale mais um tubarão no mar do que na sopa

Receitas geradas pelo turismo de observação de tubarões deverão superar, nos próximos 20 anos, as obtidas através da captura, segundo um estudo agora divulgado.






Nos próximos 20 anos, as receitas geradas pelo turismo ligado à observação de tubarões em alto mar podem mais do que duplicar, ultrapassando os proveitos do negócio da captura para fazer sopa de tubarão, muito apreciada na Ásia.
Por ano, estima-se que sejam capturados 38 milhões de tubarões para responder à procura pela barbatana destes animais, sobretudo na China, para fazer sopa. Este número não está fechado - estudos recentes revelam mesmo que a realidade pode andar entre os 63 milhões e os 273 milhões.
O negócio rende anualmente 630 milhões de dólares (cerca de 485 milhões de euros), mas está em declínio, segundo especialistas do Canadá, Estados Unidos e México, citados num estudo publicado nesta quinta-feira no jornal Oryx-The International Journal of Conservation.
Por outro lado, o ecoturismo ligado à observação de tubarões em alto mar rende 314 milhões de dólares (242 milhões de euros), um valor que deverá mais do que duplicar nos próximos 20 anos, para 780 milhões de dólares (600 milhões de euros), segundo as estimativas dos autores.
“Esperamos que as pessoas reconheçam que os tubarões não são apenas valiosos no prato”, diz à Reuters o investigador que liderou o estudo, Andres Cisneros-Montemayor, da University of British Columbia, no Canadá.
A Ásia é o principal consumidor destes animais. Ainda nesta quinta-feira o governo japonês rejeitou reforçar as medidas de protecção do tubarão-de-pontas-brancas, do tubarão-sardo e de três espécies de tubarões martelo, aprovadas em Março pelos 178 países da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES, em inglês).
Por outro lado, nos últimos anos, foram criados verdadeiros santuários de tubarões em locais como Palau, Maldivas, Honduras, Tokelau, Baamas, ilhas Marshal, ilhas Cook, Polinésia Francesa e Nova Caledónia. Nestes países, a captura e comércio de tubarão foi proibida.
“Muitos países têm incentivos financeiros significativos para a conservação de tubarões e dos sítios onde eles vivem”, disse à Reuters Jill Hepp, director da organização Pew Charitable Trusts, dedicada à conservação destes animais, e que participou no estudo.
Segundo o documento, o turismo leva cerca de 600 mil pessoas por ano a observar tubarões, desde os grandes tubarões brancos ao tubarões-martelo, garantindo assim 10 mil postos de trabalho em 29 países. Os autores esperam que os comerciantes ligados à captura de tubarões "convertam" o negócio, optando por ganhar dinheiro com a exploração de barcos para observação dos animais em alto mar ou até centros de mergulho.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Secretário de Estado faz mergulho para promover turismo

Secretário de Estado fez batismo de mergulho e anunciou que vai baixar taxas e simplificar acesso às atividades marítimo-portuárias. Empresários salientam potencial

Em tempo de crise, o turismo de mergulho poderá contribuir para "esbater a sazonalidade" e representar, em 2020, "um volume de negócios de 17 milhões de euros" por ano no Algarve, mas, para já, "falta promoção a nível internacional". O alerta é de Luís Sá Couto, responsável do Centro de Mergulho Subnauta, com sede na Praia da Rocha, em Portimão, onde ontem de manhã o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, preparou o seu batismo de mergulho - que concretizou junto à Ponta de João Arens, em frente a Alvor, a cerca de três milhas de distância onde estão afundados desde 30 de outubro do ano passado o navio Oliveira e Carmo e a corveta Zambeze, da Marinha Portuguesa, no denominado Parque Subaquático Ocean Revival.
"Neste momento, esta atividade náutica representa muito pouco, gerando um volume de negócios calculado de cinco milhões de euros anuais", disse ao DN Luís Sá Couto. O responsável estima que em 2012 tenham passado dez mil mergulhadores, na sua maioria portugueses, pelo Algarve - um destino com potencial para 90 mil a cem mil mergulhos por ano "podendo facilmente passar para 70 milhões de euros por ano de receitas", referiu. Os mercados inglês, irlandês, alemão e escandinavo contam com mais de dois milhões de mergulhares ativos, sendo apontados como alvo da promoção por parte do Algarve para viajarem esta região, sobretudo durante a Primavera e o Outono e assim combater a sazonalidade.
Fotografia © Virgílio Rodrigues / Algarvephotopress / Global Imagens

quarta-feira, 20 de março de 2013

Nova lei do mergulho recreativo em Portugal


Foi hoje publicada em Diário da República a nova lei do mergulho.

Pela primeira vez temos em Portugal uma lei do mergulho que encara com naturalidade a possibilidade de pessoas portadoras de deficiência virem a praticar esta actividade.



Esta lei entrará em vigor dentro de 90 dias.


Seguem-se as portarias que irão regulamentar esta lei e esperemos que uma dessas portaria seja a que finalmente irá reconhecer o sistema de formação da DDI em Portugal.


http://dre.pt/pdf1sdip/2013/03/05600/0176701775.pdf

Fonte: Paulo Guerreio (DDI) via Facebook

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Escola Naval: Pós-Graduação em Medicina Hiperbárica e Subaquática

A Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e a Escola Naval (EN) abriram concurso para o curso de Pós-graduação em Medicina Hiperbárica e Subaquática, a ter lugar no presente ano letivo de 2012-2013.

As candidaturas estão abertas até 26 de Outubro de 2012, e deverão ser efetuadas on-line através do preenchimento do formulário acessível em http://fm.academicos.ul.pt/cssnetfm.

Folheto: http://www.marinha.pt/PT/noticiaseagenda/Destaques/Documents/FOLHETO%20MHS%202012.pdf

Mais informações: http://www.marinha.pt/PT/noticiaseagenda/noticias/Pages/EscolaNavalPosGraduacaoemMedicinaHiperbaricaeSubaquatica.aspx

terça-feira, 4 de setembro de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Roteiro subaquático em torno de bombardeiro submerso em Faro


Um bombardeiro submerso em frente à Ilha de Faro vai ter um roteiro subaquático. O avião americano despenhou-se em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial.

Quase 70 anos depois, o B 24 transformou-se numa atração para mergulhadores. A Universidade do Algarve, em parceria com uma escola de mergulho, vai montar no fundo do mar um percurso para facilitar as visitas.
A ideia está a ser desenvolvida dentro do projeto ECOSUB, que pretende criar uma rede de roteiros subaquáticos no Algarve.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Encontrada "Atlântida" britânica


Restos de uma antiga civilização foram encontrados  no mar da Escócia por pesquisadores da Universidade de St. Andrews. A chamada “Atlântida britânica” ou “Doggerland”, foram terras, engolidas pelo mar há, aproximadamente, 8500 anos, que se estendiam da própria Escócia até a Dinamarca.
Os primeiros sinais da civilização foram encontrados por mergulhadores de companhias de petróleo, que levaram artefatos para a análise de especialistas. Depois do estudo, foi concluído que, neste local deviam habitavam dezenas de milhares de pessoas.
Acredita-se que a área era um local de uma grande concentração de humanos, talvez a maior da Europa na época. Após um grande tsunami que teria causado a devastação em uma boa parte desse local, que não desapareceu da noite para o dia, mas foi sendo, lentamente, inundada, num processo que terá demorado séculos. 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Portimão: Afundamento do primeiro navio do museu subaquático previsto para agosto



afundamento do primeiro dos quatro navios de guerra da Marinha Portuguesa que vão integrar o parque subaquático para o mergulho ao largo de Portimão, será efectuado em Agosto, depois de concluída a sua descontaminação.



Para continuar a ler: http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=128714


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Quatro argonautas passam 12 dias no fundo do mar para simular uma missão a um asteróide


Durante 12 dias, três astronautas e um cientista estiveram debaixo de água, a 20 metros de profundidade, para simular a expedição a um asteróide. A aventura, que terminou na sexta-feira passada, decorreu no laboratório subaquático Aquarius, ancorado no fundo do mar, a seis quilómetros de Key Largo, na Florida.

O Aquarius é um bunker cilíndrico de aço, com 13 metros de comprimento e três de diâmetro, oito janelas e compartimentos pressurizados. A expedição foi comandada por Dorothy Metcalf-Lindenburger, astronauta da NASA, que teve como companheiros de expedição mais dois astronautas, o britânico Tim Peak, da Agência Espacial Europeia (ESA), e o japonês Kimiya Yui, da Agência de Exploração Aerospacial do Japão. Participou ainda o astrofísico Steve Squyres, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Porquê ficar no fundo do mar quando o que se quer é simular uma missão ao espaço? Porque debaixo de água consegue-se simular o ambiente de microgravidade (ou quase ausência de gravidade) do espaço. Na realidade, nos 12 dias simulados os argonautas testaram equipamentos e a interacção enquanto equipa, como se estivessem numa missão real de um a seis meses, cumprindo todos os procedimentos técnicos de uma expedição a sério. Nas actividades fora doAquarius, os quatro argonautas simularam então os passeios no espaço, incluindo terem de trabalhar em microgravidade, bem como a recolha de amostras de rochas. A NASA tem a ambição lançar a primeira missão tripulada a um asteróide até 2025. Por isso, o programa Operação em Missões em Ambientes Extremos da agência espacial norte-americana tem como objectivo o treino em situações difíceis, onde as equipas testam procedimentos para futuras missões em asteróides ou outros planetas.

Fonte: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/quatro-argonautas-passam-12-dias-no-fundo-do-mar-para-simular-uma-missao-a-um-asteroide-1552101 

domingo, 3 de junho de 2012

PSAI Divers Explore Ancient Underwater City in China Exploration of Lion City

PSAI divers from China made an exploration dive trip to QianDao Lake, which is in ZheJiang Province of China. There they explored the ancient city called Lion city. The temperature on land is around 3 to 5 centigrade, so dry suit is a must. The underwater visibility was around 3 to 5 meters. The depth range was from 25 to 28m. QianDao Lake is quite quiet and beautiful in winter. The blue sky and lake water contrast with the yellow landscape. It is a good place when you want to escape from the loud city life.



Para ver mais fotografias e informação: http://www.psai.com/psai-news/psai-china-news/385-psai-divers-explore-ancient-underwater-city-in-china.html

segunda-feira, 26 de março de 2012

Açores: Draga a caminho da sucata pode ser novo atrativo do turismo subaquático

Uma draga de areia que se encontra no Porto de Ponta Delgada, nos Açores, para ser desmantelada e vendida para sucata deveria ser afundada nas imediações do navio ‘Dori’ para potenciar o turismo subaquático, defende um grupo de mergulho.
“Penso que seria uma oportunidade interessante”, afirmou Carlos Paulus, da Associação Amigos do Mergulho, em declarações à Lusa, recordando que os destroços do ‘Dori’ foram recentemente classificados como Parque Arqueológico Visitável, pelo que o afundamento de mais um navio nas proximidades permitiria criar mais um atrativo para os mergulhadores.
Carlos Paulus salientou que o afundamento teria “custos irrisórios” e seria fácil de concretizar, propondo que a draga fosse colocada num local próximo daquele onde naufragou o ‘Dori’.
A draga, com cerca 90 metros de comprimento, encontra-se no Porto de Ponta Delgada para ser desmantelada e vendida para sucata por cerca de 30 mil euros, tendo este mergulhador desafiado as autoridades regionais e locais a aproveitar a oportunidade para promover o turismo subaquático.
“Não podemos pretender que o turismo subaquático se desenvolva pela simples razão de irmos lá fora dizer que os Açores são bons, têm de ser criadas condições para que as pessoas sejam atraídas”, afirmou, salientando que “por pouco dinheiro podia-se fazer muito e chamar mais gente”.
Carlos Paulus frisou que a draga, além de ter vários atrativos para os mergulhadores, como a casa das máquinas ou a zona de comando, permitiria também “criar vida” naquela área, tornando-a ainda mais atrativa para os turistas que praticam mergulho em naufrágios.
O Governo dos Açores aprovou em meados de março a classificação do sítio do naufrágio do navio 'Dori', ao largo de Ponta Delgada, como Parque Arqueológico Visitável.
O cargueiro, que participou no desembarque das tropas aliadas nas praias da Normandia, em junho de 1944, afundou a 16 de janeiro de 1964 a cerca de 800 metros da costa sul de S. Miguel, perto de Ponta Delgada, encontrando-se a 18 metros de profundidade.
Os destroços deste navio, que é uma cópia idêntica de outros 2.750 'Liberty Ship', construídos entre 1941 e 1945 para reforçar o abastecimento da Europa pelos EUA, são atualmente um dos locais de mergulho mais visitados dos Açores.

Fonte:http: //www.acorianooriental.pt/noticias/view/224738

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Descontaminação dos navios para afundar em Portimão custa 2,4 milhões


As operações de descontaminação dos quatro navios que deverão ser afundados ao largo de Alvor, para criar o parque subaquático de mergulho «Ocean Revival», vão custar 2,4 milhões de euros, revelou ao Sul Informação Luís Sá Couto, presidente da Musubmar – Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Turismo Subaquático, que promove o projeto.
O primeiro dos navios, a corveta «Oliveira e Carmo», chegou a Portimão na sexta-feira ao fim da tarde, puxada por um potente rebocador, depois de uma viagem algo atribulada de 26 horas desde o Alfeite, no estuário do Tejo. É que, por já não ter leme, a corveta «atravessou-se» várias vezes, dificultando a navegação e a sua progressão.
Este domingo, se não houver imprevistos, deverá chegar o segundo navio da frota a afundar, o patrulha «Zambeze», que é o mais pequeno dos quatro.
Ao todo, deverão ser afundados ao largo de Alvor quatro antigos navios da Armada Portuguesa – o navio oceanográfico «Almeida Carvalho», a fragata «Hermenegildo Capelo», a corveta «Oliveira do Carmo» e o navio-patrulha «Zambeze».
No sábado de manhã, a velha corveta, carcomida pela ferrugem e já sem grande parte do seu equipamento, foi mostrada aos jornalistas e responsáveis locais.
Os trabalhos de descontaminação e de desmantelamento de algumas componentes da «Oliveira e Carmo», que passam por retirar os hidrocarbonetos (carburantes, óleos), os amiantos e as cablagens, bem como pela retirada de todas as partes cortantes que poderiam causar problemas aos futuros mergulhadores, vão começar nos próximos dias. O objetivo é, segundo Luís Sá Couto, preparar este e os restantes três navios para serem afundados em segurança, não só para os mergulhadores como para o ambiente marinho.
Os trabalhos estão a cargo de um consórcio, formado pela empresa portuguesa NavalTrading e pela canadiana Canadian Artificial Reef Consulting (CARC). Ao todo, segundo revelou ao Sul Informação o responsável pela associação Musubmar, os trabalhos de preparação dos quatro antigos navios da Armada Portuguesa, para serem afundados ao largo de Alvor e assim criarem um recife artificial e um novo local para o mergulho turístico, vão custar 80% dos três milhões de euros estimados para o projeto «Ocean Revival», ou seja, 2,4 milhões.

Câmara de Portimão não gasta um cêntimo
Quem vai pagar esta verba? Luís Sá Couto salienta que a associação Musubmar, que para já integra a Câmara de Portimão e a sua empresa, a Subnauta, vai «angariar fundos e patrocínios junto de privados», já que, segundo o estudo de viabilidade económica feito para suportar o projeto «Ocean Revival», o mercado do mergulho desportivo e turístico no Algarve sofrerá um boom com a criação deste parque subaquático.
A nível mundial, o mergulho é praticado por oito milhões de pessoas e o mercado representa 3,4 mil milhões de euros por ano. «Se conseguirmos trazer para o Algarve uma pequena parte desse mercado, teremos mais valias com implicações na economia nacional e local», salientou o presidente da Câmara de Portimão, na apresentação da corveta, este sábado, no Cais 5, junto aos estaleiros do Porto de Pesca Portimão.
Mas descansem os mais preocupados com o estado das finanças da autarquia de Portimão. A Câmara, garantiu Manuel da Luz, não vai gastar um cêntimo com o projeto, «apenas irá colaborar do ponto de vista burocrático». «O nosso apoio será no lóbi positivo que for necessário fazer junto das entidades» públicas e privadas e na «promoção», quando o projeto for lançado, garantiu o autarca.
Apesar de todo o processo de licenciamento prévio do parque subaquático «Ocean Revival» já estar feito, nomeadamente ao nível da Administração da Região Hidrográfica (a ARH, que é a principal entidade licenciadora), da Agência Portuguesa de Ambiente (APA), da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDRA), Luís Sá Couto explicou que o desmantelamento e descontaminação dos navios a afundar serão acompanhados a par e passo por várias entidades, nomeadamente ligadas ao Ambiente.

Primeiros dois navios preparados para afundar em três a quatro meses
Responsáveis pela empresa portuguesa NavalTrading, com vasta experiência na manutenção e reparação de navios – mesmo de alguns da Marinha Portuguesa – disseram ao Sul Informação que esperam que os trabalhos de preparação das primeiras duas embarcações – a corveta «Oliveira e Carmo» e o patrulha «Zambeze» – estejam prontos dentro de «três a quatro meses», para que possam ser afundados em «Julho».
«Se tudo correr bem e a burocracia não atrapalhar», como disse Manuel da Luz. «Já sabemos o que a casa gasta, mas desta vez não queremos que o projeto morra por razões administrativas e burocráticas», acrescentou.
O afundamento em si, uma operação delicada feita com recurso a explosivos de recorte engenhosamente colocados nas embarcações, de modo a que elas assentem no fundo do mar direitinhas e preparadas para receber os mergulhadores desportivos, estará a cargo da empresa canadiana CARC, a qual, sublinhou Luis Sá Couto, «já afundou 23 outros navios em todo o mundo».
Este responsável admitiu que, se a operação de desmantelamento e descontaminação das embarcações fosse feita em Lisboa, os custos seriam mais baixos e a operação menos complicada. «Mas quisemos trazer para aqui estas operações precisamente para gerar postos de trabalho localmente, em Portimão», disse. Tudo isto, e não apenas a criação do parque subaquático, «gera postos de trabalho, é economia do Mar».
O local exato onde serão afundados os quatro antigos navios da Marinha de Guerra Portuguesa, junto a recifes artificiais que já existem, foi escolhido por «cientistas do IPTM», garantiu ainda aquele responsável.

Um fim digno
A nível mundial esta será a primeira vez que serão afundados quatro navios de guerra, num só local. Um aspeto inovador que, só por si, deverá atrair as atenções dos mergulhadores.
Os navios serão afundados numa zona com 30 metros de profundidade, mas, no caso das embarcações maiores, a zona da ponte – onde ontem os jornalistas e entidades oficiais se passearam – ficará a cerca de 15 metros, acessível à maioria dos mergulhadores.
Quanto às questões da visibilidade, que neste caso poderá ser menor sobretudo devido à proximidade da foz do Rio Arade, Luís Sá Couto garantiu que «numa estrutura como esta, de navios afundados, a questão da visibilidade não é crítica. Não teremos a visibilidade das Caraíbas, mas será suficiente».
Para já, a corveta «Oliveira e Carmo», que foi a primeira da sua classe na Armada Portuguesa e até deu nome à classe, bem como o navio-patrulha «Zambeze», serão os primeiros a ser alvo das operações de descontaminação. A corveta já está acostada ao Cais 5, enquanto o «Zambeze» deve chegar este domingo ou o mais tardar segunda-feira.
Por falta de espaço no cais, só quando estes dois navios saírem é que virão, do Alfeite, os restantes dois.
Este sábado, a visita à corveta foi certamente a última. A corrosão da ferrugem, as madeiras desfeitas, os cabos arrancados e sem utilidade, os locais onde antes estavam as peças de artilharia e outros equipamentos, o camarote do comandante agora vazio, a ponte de comando onde já não há equipamentos eletrónicos e tudo parece esventrado, foram vistas, comentadas, fotografadas e filmadas pelos jornalistas e pelas entidades oficiais.
«Passei uma parte da minha vida nesta corveta», comentava um dos presentes. «É uma pena vê-la assim».
Não haveria uma forma mais digna e produtiva de acabar com esta verdadeira frota, nomeadamente reciclar os materiais dos navios, em especial as suas 40 mil toneladas de metal?
Luís Sá Couto diz que não: «estes foram navios que estiveram ao serviço de Portugal durante 40 anos e que agora, ao serem afundados para criar um parque subaquático e atrair milhares de mergulhadores, vão continuar a servir o país. Vão fomentar a economia de Portugal e isso é um fim muito nobre».

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

LPN critica projecto de afundamento de navios de guerra para mergulho recreativo


A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) criticou hoje o projecto de afundar quatro navios de guerra ao largo de Portimão, argumentando que o projecto prejudica o ambiente e que não há Estudo de Impacto Ambiental (EIA) sobre o assunto.
Em comunicado, a Direcção Nacional da LPN informa que enviou uma carta à ministra do Ambiente, Assunção Cristas, e ao ministro da Defesa, Aguiar Branco, em que sustenta que o projecto viola a legislação nacional e europeia sobre resíduos.
Na passada segunda-feira chegaram a Portimão dois dos quatro navios de guerra desactivados cedidos pela Marinha para um projecto de criação de recifes artificiais para mergulho recreativo.
Nas próximas semanas, o navio oceanográfico Almeida Carvalho e a fragata Hermenegildo Capelo serão descontaminados, após o que serão afundados, num projecto privado que conta com a participação da câmara de Portimão e com o apoio da Marinha de Guerra Portuguesa.
Em declarações à Lusa, a presidente da LPN, Alexandra Cunha, criticou o projecto, sustentando que os navios «são resíduos e deviam ser tratados como tal», sendo «reciclados e não colocados no fundo do mar».
Reconhecendo que nestes casos a lei não obriga à execução de EIA, a Liga pede à ministra que lhe dê a conhecer o historial do projecto e as cláusulas do seu licenciamento, pedindo ao Governo que no futuro aquele tipo de estudo seja obrigatório, bem como a devida discussão pública que se lhe segue.
Os «navios são cinco mil toneladas de ferro no fundo do mar e é um resíduo como qualquer outro», disse, sustentando que, do ponto de vista de conservação da natureza, enquanto eventual recife artificial acolhedor de biodiversidade, os navios «não têm interesse nenhum».
A LPN questiona porque razão a empresa e a autarquia não utilizam nenhum dos 12 destroços de embarcações existentes ao longo da costa algarvia, desde Sagres ao Guadiana.
Segundo a organização ambientalista, o afundamento de navios para a criação de um parque subaquático para mergulho recreativo viola várias directivas e convenções nacionais e internacionais de defesa do ambiente, entre as quais a Diretiva-Quadro Estratégia Marinha e a Directiva-Quadro da Água.
«Ao optar-se por afundar navios, qualquer que seja o propósito, desrespeitam-se os objectivos de gestão de resíduos, as acções de prevenção da poluição marinha e a preservação de espécies e habitats marinhos», afirma a LPN no comunicado.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Programa de Palestras CPAS (Fevereiro e Março)


17-Fev-12, Ana Bragança, Nutrição e o Mergulho
24-Fev-12, Miguel Lopes, NEUA na Grota, Mindinho e Contenda
02-Mar-12, In-Silence, Operation Deadlight
09-Mar-12, José Bettencourt, Arqueologia Subaquática Açores
16-Mar-12, Jorge Freire, Património Subaquático de Cascais: Thermopylae
23-Mar-12, Paulo Costa / Jorge Russo, Historiografia de um destroço: SS Dago
30-Mar-12, Paulo Costa, Um submarino alemão na costa do Algarve

Para mais informações: http://www.cpas.pt/index.php?p=contactos