Mostrar mensagens com a etiqueta Museus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Museus. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Núcleo museológico dedicado aos descobrimentos portugueses

No dia em que se assina o Dia da Marinha, dia 22 de maio, a Câmara Municipal de Lisboa, a Marinha Portuguesa, a Associação Turismo de Lisboa (ATL) e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa assinaram um protocolo, com o propósito de construir na Ribeira das Naus, um núcleo museológico dedicado aos Descobrimentos Portugueses – “Polo Descobrir”.
Assinaram o protocolo, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, o Chefe do Estado-Maior da Armada, Macieira Fragoso, o diretor-geral da ATL, Vitor Costa e o Prof. Doutor João Costa, diretor da FCSH.
“No nosso país não temos muitas histórias para contar ao mundo mas temos uma grande história única contar e chegou o momento de dar a conhecer. Este projeto fará nascer, na Doca Seca, local onde eram construídas as embarcações no século XVIII, a reprodução de uma nau, em que se mostrará como é que ela era construída, como se preparavam as viagens, como é que se preparava aquilo que deu numa descoberta, os descobrimentos portugueses" explicou Fernando Medina.
No discurso que proferiu, Fernando Medina explicou que aquilo que se pretende com este investimento não é criar “um museu dos Descobrimentos, hegemónico”, mas sim “um elemento que contribua para contar bem essa história”. A expectativa do presidente da autarquia é que o passo agora dado seja “o primeiro de um projeto mais ambicioso”, que passe pelo surgimento de vários “pólos museológicos” sobre esta temática “unidos em rede”.
Pela parte da Marinha, o chefe do Estado-Maior da Armada defendeu que o núcleo museológico que vai ser criado vai “dar um novo ímpeto à difusão da história portuguesa, em particular da marítima”. O almirante Luís Macieira Fragoso manifestou ainda satisfação com o trabalho já feito na Ribeira das Naus, sublinhando que tem havido “uma adesão massiva dos cidadãos de Lisboa e de todos aqueles que nos visitam” ao espaço, que foi requalificado nos últimos anos. 
Com conclusão da obra prevista para o verão de 2016, a criação do núcleo museológico será em terrenos municipais ou cedidos ao município com múltiplas vertentes, particularmente de âmbito científico e cultural. Terá uma programação regular e será integrado na oferta cultural e turística da cidade de Lisboa.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Museu da Marinha 150 anos - Desafio Fotográfico





No âmbito das comemorações do seu 150.º aniversário, o Museu de Marinha promove, entre 01 de Fevereiro e 25 de março de 2013, um desafio fotográfico intitulado “Museu de Marinha: Novas Perspetivas / Outros Olhares”. Todos os visitantes que pretendam participar deverão consultar as normas de participação. A exposição dos trabalhos será inaugurada no Museu de Marinha no dia 1 de abril de 2013.









Consultar o regulamento:
http://www.marinha.pt/PT/noticiaseagenda/Destaques/Documents/Desafio%20Fotogr%C3%A1fico_Normas%20de%20Participacao.pdf

domingo, 27 de janeiro de 2013

Exposição e Ciclo de Conferências: 360º Ciência Descoberta


360º Ciência Descoberta é uma exposição sobre a ciência de portugueses e espanhóis na época dos descobrimentos. Apresenta os desenvolvimentos científicos e técnicos associados às grandes viagens oceânicas nos séculos XV e XVI, e o impacto que causaram na ciência europeia. 

Exposição  de 2 de Março a 2 de Junho 2013




Programa: http://www.gulbenkian.pt/index.php?object=483&article_id=4070langId=1

El Museo Naval construye una maqueta de la fragata Mercedes, expoliada pela Odissey


La «Mercedes» fue una nave con historia triste pero que aún busca su final feliz. La fragata que nació en los astilleros de La Habana en 1784 según los diseños (modernos para la época) de José Romero Landa y que sería botada en 1786 con el nombre de «Nuestra Señora de las Mercedes» va a volver a la vida, aunque sea a escala. Expertos del Museo Naval de Madrid han completado una meticulosa investigación sobre los secretos de su construcción, el único aspecto que aún quedaba por conocer de la nave que volvería a hacerse famosa enmayo de 2007 porque fue víctima del expolio a manos de la compañía americana Odyssey Marine Exploration.
Con ese conocimiento sobre su diseño, dos personas se han puesto manos a la obra: el doctor ingeniero naval Francisco Fernández González y el restaurador y conservador Miguel Godoy. Durante los próximos meses, ambos van a construir un modelo a escala que tendrá fines didácticos y en el que podrá contemplarse con todo detalle, cuando se exponga, la estructura de la nave y el modo en el que navegaba aquel fatídico 5 de octubre de 1804 en el que saltó en pedazos después de que un cañonazo inglés alcanzase la santabárbara, almacén de la pólvora, hundiéndose con 250 personas. La escala humana de la tragedia es difícilmente imaginable sin recordar que el general Diego de Alvear vio hundirse con la fragata a su mujer y sus hijos, además de toda su hacienda.

Madera original

La escala física de esta empresa que el Museo Naval ha puesto en pie con el fin de divulgar una vez más las grandes historias que nutren nuestro patrimonio subacuático se resume en una cifra: 1:23. Es la escala elegida. El restaurador Miguel Godoy explica que una de las grandes dificultades de la réplica es que no existía el sistema métrico decimal cuando fue construida. «Se utilizaban los pies de Burgos, y sus múltiplos y submúltiplos, los dedos, palmos, líneas... Así que con la escala elegida por el ingeniero hemos logrado que cada pulgada equivalga a un milímetro, facilitando mucho el trabajo». ¡Y qué trabajo! La mesa del taller muestra las «costillas» que formarán la estructura del barco: «Es como una sala de gálibos a escala». Godoy (se apellida como el príncipe de la paz que ordenó el viaje final de la «Mercedes») tiene ahora que tallar las piezas al milímetro, siguiendo los planos y la escala. «De algunas tendremos que hacer hasta 50 copias». Además son de roble mexicano, exactamente igual que la «Mercedes» original.
Francisco Fernández, el ingeniero que dirige los trabajos, explica que su intención es mostrar la estructura y la carga. «Sabemos casi todo, dónde iban las cubiertas, los sollados, las plataformas, el pan, el pañol de la pólvora que estalló, el del condestable artillero, las personas, el pasaje (incluidas las 19 mujeres que perecieron)... Y también la carga, las monedas en las arras, en la zona central, entre la judilla principal y el palo. Y el lastre, hecho de cañones en desuso, hierro y piedras».
Pronto tendrán piezas suficientes para poner la quilla e ir montando las cuadernas. Fernández comenta que se van a seguir fielmente todos los detalles. «Habrá un clavo donde había un clavo y será exacto al que había, redondo o cuadrado, remachado o no, de manera que esta investigación acabará con una experiencia real sobre los métodos de construcción lo más similar posible a los que se empleaban en el XVIII». La maqueta estará abierta a proa y popa con el fin de que se pueda ver desde fuera el interior y las cargas.


domingo, 13 de janeiro de 2013

Portugal já tem em Ílhavo o seu primeiro Aquário de Bacalhaus

A enchente era a esperada, numa terra que se afirma como a "Capital portuguesa do Bacalhau”. O auditório e o átrio do Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) foram pequenos demais para acolher todos aqueles que quiseram assistir neste domingo à festa de inauguração do Aquário de Bacalhaus, a nova aposta do espaço museológico dedicado à cultura do mar.
A meio da tarde, as portas da nova estrutura, cuja construção envolveu um investimento de cerca de 2,8 milhões de euros, 85 por cento dos quais de fundos europeus, abriram-se, finalmente, ao público. No tanque, que tem uma capacidade de 120 metros cúbicos de água, nadam já 40 peixes e, dentro de dois meses, serão 60 no total, pois há mais 20 bacalhaus jovens em quarentena.
“Alguns vieram da Noruega e outros vieram da Islândia”, especificou Ribau Esteves, presidente da câmara de Ílhavo, ao mesmo tempo que referia que “nenhum deles parece norueguês ou islandês, pois adoptaram em absoluto a cidadania e o sorriso dos ilhavenses”. Cidadanias à parte, estes peixes são, agora, as estrelas principais da nova valência do MMI, na certeza de que esta é uma componente expositiva que não será “estática”. “Vamos ter, por exemplo, um espectáculo com o mergulhador a entrar no tanque e a dar de comer aos bacalhaus”, prometeu o autarca.
No sábado, em declarações à Lusa, o presidente da Câmara explicara que o Museu Marítimo de Ílhavo “é já, desde há quatro anos, o museu municipal mais visitado” e tem estado no grupo dos dez museus nacionais e municipais mais visitados do país, [contando] entre os 50 e os 80 mil visitantes por ano. “A nossa aposta é, proximamente, passar a fasquia dos 100 mil visitantes, na certeza de que o aquário vai aumentar muitíssimo a atractividade do Museu”, disse Ribau Esteves, justificando que se trata de um investimento “num dos principais valores da História, da Cultura e da atividade económica” local.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Museu de Marinha comemora 150 anos





Durante este ano o Museu de Marinha irá comemorar 150 anos de existência, foi criado por decreto de 22 de julho de 1863. Começou por ser um museu didático, ligado à Escola Naval. Ao longo deste século e meio de existência viu a sua coleção crescer significativamente, facto que implicou a transferência do espólio para instalações com a dimensão adequada. Desde 1962 encontra-se em Belém, numa ampla área que inclui as alas norte e poente do Mosteiro dos Jerónimos.







Para assinalar o sesquicentenário do Museu de Marinha será concretizado um vasto conjunto de iniciativas, das quais se destacam as seguintes:

• Entre 02 de fevereiro e 24 de junho – atividade projeto “o Museu de Marinha faz anos”, destinada a crianças e jovens:
- Projeto dirigido à comunidade escolar, com realização de trabalhos pelos alunos das escolas aderentes. Os trabalhos serão expostos no Museu de Marinha, no final do ano letivo;
- Realização de concerto pela Banda da Armada, dirigido aos mais jovens, em 2 de fevereiro, no Pavilhão das Galeotas;

• 1 de fevereiro a 1 de abril – Concurso de fotografia;
 - 1 de abril a 30 de maio– Exposição das fotografias a concurso;

• Junho – Lançamento da versão em língua inglesa do livro «Tesouros do Museu de Marinha» (Edições Culturais da Marinha);

• Data a definir – Inauguração do polo museológico naval constituído pela Fragata D. Fernando II e Glória e pelo submarino Barracuda, ambos em doca seca em Cacilhas;

• 20 de julho – Regata evocativa, organizada pela «Marinha do Tejo»;

• 22 de julho – Sessão Solene, descerramento de placa alusiva e inauguração da exposição «Museu de Marinha – 150 Anos» que estará patente até 30 de setembro, na Sala D. Luís do Museu;

• 15 de agosto a 1 de setembro – “Feira do Livro do Mar”, no Museu de Marinha;
• 8 a 15 de setembro – Realização do International Congress of Maritime Museums 2013, cujo programa específico inclui eventos no Museu de Marinha.


Link: http://www.marinha.pt/PT/noticiaseagenda/noticias/Pages/MuseudeMarinhacomemora150anos.aspx





sábado, 1 de dezembro de 2012

El tesoro del Odyssey irá al Museo de Arqueología Subacuática de Cartagena


El tesoro de la fragata "Nuestra Señora de las Mercedes", extraído del fondo del mar por la empresa cazatesoros Odyssey y recuperado, tras una ardua batalla legal, por el Estado español, será custodiado en el Museo de Arqueología Subacuática de Cartagena (Murcia).
Lo ha anunciado el director general de Bellas Artes y Bienes Culturales, Jesús Prieto, quien ha comentado que el cargamento estará en el ARQUA antes de final de año.
Prieto dice que el ARQUA es el sitio lógico y ha destacado que este museo es centro de referencia en la protección y restauración del patrimonio subacuático. Además ha destacado que este centro es el lugar perfecto ya que parece que se hubiera creado, en su día, para albergar este cargamento.
También se ha anunciado que otras instituciones museísticas de distintos territorios tendrán la posibilidad de exhibir el tesoro ya que se plantean hacer exposiciones itinerantes que comenzarán, según las previsiones, en el segundo semestre de 2013
La colección está formada por un total estimado de 574.553 monedas, así como otras piezas y objetos recuperados y Prieto dice que "no se puede fragmentar", aunque está está previsto que se hagan préstamos o depósitos a otras instituciones nacionales o internacionales que lo soliciten formalmente. Bolivia ya lo ha hecho.

Inalienable e indescriptible

Este tesoro, declarado Bien de Interés Cultural (BIC), pasa a ser inalienable e indescriptible, ha dicho Prieto, por lo que se encuentra fuera de todo comercio y no se adquiere derecho sobre el mismo bajo ninguna fórmula jurídica. "Es un bien al servicio de la humanidad", ha señalado Prieto.
Por otra parte, el director general ha aludido a la utilización de técnicas pioneras de detección visual que serán necesarias para catalogar las monedas de este cargamento "único", y que permitirán realizar esta labor en sólo 18 meses frente a los 20 años que supondría hacerlo con las técnicas actuales.

208 años y una batalla legal después

El tesoro de la fragata "Nuestra Señora de las Mercedes" llegará a Cartagena 208 años después de que la nave, con su valiosa carga fuera hundida en el mar en 1804 frente a la costa de Portugal. El tesoro llegó a España el 25 de febrero de 2012 desde Estados Unidos, poniendo fin así a un litigio de cinco años entre España y la empresa cazatesoros Odyssey.
En mayo de 2007, Odyssey anunció el hallazgo en aguas internacionales del Atlántico de un cargamento de monedas de oro y plata, aunque se negó a revelar la nacionalidad y localización exacta del buque en el que se encontró, lo que despertó las sospechas del Gobierno español sobre un posible expolio.
España presentó una demanda contra Odyssey en Estados Unidos para defender la propiedad del tesoro, formado por más de 500.000 monedas de oro y plata.
El 3 de junio de 2009 el juez Mark Pizzo recomendó que se entregara a España el tesoro, a lo que se opusieron Odyssey, el Gobierno peruano, que también reclamaba el tesoro, y algunos descendientes de los propietarios de la mercancía, mientras que el Gobierno de Estados Unidos se posicionó a favor de España.
El 22 de diciembre de 2009, otro juez de Tampa, Steven D. Merryday, ordenó la devolución del tesoro a España, pero la empresa Odyssey acudió al Undécimo Tribunal de Apelaciones con sede en Atlanta (Georgia). Dicho tribunal rechazó un recurso de Odyssey en noviembre de 2011 y otro el 31 de enero de 2012, decisión confirmada días después por el Tribunal Supremo de EEUU, que agotó con ello las posibilidades de la empresa para evitar la entrega del tesoro a España.
El tribunal de Tampa zanjó definitivamente la batalla judicial el 17 de febrero de 2012, cuando ordenó que se ejecutara la sentencia de la Corte de Apelaciones de Atlanta. Dicha sentencia establecía que el tesoro de "La Mercedes", valorado en más de 500 millones de dólares (385 millones de euros), pertenece a España, y que este país podía por tanto llevarlo a su territorio.
Finalmente, el 25 de febrero de 2012, dos aviones Hércules repatriaron a España el tesoro, un cargamento de 21 toneladas, integrado por más de 500.000 monedas de oro y plata, algunos tejidos, fragmentos metálicos y balas de cañón. El 7 de junio también fueron devueltas a España parte de las piezas del tesoro que habían sido depositadas en Gibraltar por la empresa.
http://www.rtve.es/noticias/20121130/tesoro-del-odyssey-ira-museo-arqueologia-subacuatica-cartagena/579441.shtml 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Portimão: Afundamento do primeiro navio do museu subaquático previsto para agosto



afundamento do primeiro dos quatro navios de guerra da Marinha Portuguesa que vão integrar o parque subaquático para o mergulho ao largo de Portimão, será efectuado em Agosto, depois de concluída a sua descontaminação.



Para continuar a ler: http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=128714


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Programa de reabilitação do património baleeiro recuperou 40 botes e 10 lanchas na última década

O programa de reabilitação do património baleeiro nos Açores permitiu recuperar na última década 40 botes e 10 lanchas, num investimento de dois milhões de euros. Este projecto é considerado um dos mais emblemáticos do país na área da reabilitação patrimonial.


“É um programa notável de capacidade de recuperação de um património que estava a apodrecer em barracões e em casas de botes”, afirmou Manuel Costa, presidente da Comissão Consultiva do Património Baleeiro Regional, que esta terça-feira reúne no Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, para avaliar candidaturas a apoios financeiros da Direcção Regional de Cultura.

Manuel Costa disse à Lusa que “ronda os 40 mil euros” a disponibilidade financeira para este ano destinada à conservação e reabilitação do património abandonado desde o início dos anos 80, quando acabou a caça à baleia nos Açores.

O programa arrancou em 1998 com a aprovação de legislação específica e conseguiu o envolvimento de construtores e antigos baleeiros, tendo permitido recuperar botes e lanchas que estavam, na maior parte dos casos, nas mãos de juntas de freguesia e clubes navais.

O primeiro bote baleeiro açoriano foi construído em finais do século XIX, nas Lajes do Pico, pelo Mestre Francisco José Machado, o ‘Experiente’, e resultou da capacidade criativa e do génio dos construtores navais açorianos.

Inspirados na herança norte-americana, produziram um novo modelo de bote baleeiro, mais comprido e melhor adaptado às condições de navegabilidade do mar dos Açores e ao modelo de baleação costeira e artesanal praticado no arquipélago.

As embarcações que antigamente estavam envolvidas na caça à baleia foram reabilitadas e são agora utilizadas em regatas, que se realizam ao fim-de-semana entre finais de Junho e Setembro.

Manuel Costa salientou que, além de recuperar um património importante, este programa permitiu “colocar as embarcações ao serviço das populações, gerando o envolvimento de centenas de pessoas” nas regatas de botes baleeiros.

A ilha do Pico é a que tem mais património baleeiro recuperado, o que se explica pelo seu importante papel na baleação açoriana, detendo quase 50 por cento da capacidade de laboração dos cachalotes capturados no grupo Central dos Açores.

A importância deste sector na vida da ilha também se traduz no facto de acolher o Museu da Indústria Baleeira, em S. Roque, e o Museu dos Baleeiros, nas Lajes.

Para o director regional de Cultura, Jorge Bruno, o “grande esforço” que tem sido feito para recuperar este importante legado cultural permite que não se perca “um importante património dos Açores”.

O fim da caça à baleia, além do património material, constituído pelas embarcações, máquinas e fábricas, também deixou abandonado um valioso património de conhecimentos, alguns dos quais também foram recuperados com este programa, que é apontado como um dos mais emblemáticos projectos de reabilitação patrimonial ao serviço das comunidades realizado nos últimos anos em Portugal.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Conferência: "O espólio da fragata Nuestra Señora de las Mercedes"

Uma das mais recentes noticias relativas a protecção do património histórico é a recuperação por parte de Espanha do tesouro da fragata Nuestra Señora de las Mercedes apreendido à empresa Odyssey. Carmen Marcos é a investigadora que desde o inicio foi a conservadora das moedas recuperada.

Lugar: Salão do Museo de Albacete. Parque Abelardo Sánchez, s/n
Fecha: 
5 de Junho de 2012
Hora:
 20 h







terça-feira, 29 de maio de 2012

Quénia vai construir o primeiro museu subaquático de África


O Quénia está a preparar a construção do primeiro museu subaquático de África, uma infra-estrutura dedicada ao estudo da vida marinha e destroços de navios. O museu deverá abrir em 2014 e está a ser construído com a ajuda de arquitectos norte-americanos.
“Para além de estudar destroços de navios na costa do Oceano Índico, vamos também estudar a vida marinha que lá existe. A construção está prestes a começar e deverá estar totalmente operacional dentro de dois anos”, explicou Cesar Bita, chefe de arqueologia do National Museums of Kenya.
Para além de ser o único de África, o Quénia passará a ser um dos poucos Países com um museu subaquático. Apenas Estados Unidos, Reino Unido e China têm infra-estruturas semelhantes. O Egipto estará também a ultimar um museu idêntico, mas para já o projecto ainda está na fase inicial.
O museu estará localizado na cidade de Malindi, um destino popular para os turistas. “Os destroços de navios atraem muitos peixes, que se alimentam de micro-organismos da madeira, e são também o habitat de peixes e várias outras espécies aquáticas”, explicou Bita. Para além dos peixes, o museu vai estudar tartarugas e golfinhos.
É um investimento importante para um País como o Quénia, que não é conhecimento propriamente pelo seu desafogo financeiro, mas também a prova da importância da comunidade marinha para as populações.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Arqueólogos montam segunda barca solar do faráo Keops


A primeira das cinco barcas encontradas demorou 13 anos a montar

Primeira barca solar está exposta desde 1982
Primeira barca solar está exposta desde 1982
Uma equipa de arqueólogos egípcios e japoneses começou hoje a montar a segunda barca solar do faraó Keops (2579 – 2556 a. C.). Durante 4500 anos esta barca utilizada como “meio de transporte para o céu” ficou fechada na sua pirâmide, em Gizé. É um puzzle de 600 barras de madeira que, depois de restaurado, será montado e exposto ao público, dentro de um prazo de cinco anos.

Os investigadores estão já a fazer análises técnicas à madeira para perceberem se está ou não deteriorada. Para a sua deposição, e tal como acontecia com os corpos, a barca foi tratada com produtos químicos para se conservar.
Apesar do cuidado dos antigos egípcios, os primeiros dados das análises por raio-X indicam que algumas peças do puzzle podem estar gravemente danificadas devido à entrada de ar e água misturada com cimento que aconteceu durante as obras de construção do museu que, a uns metros da pirâmide, exibe, desde 1982, a primeira barca descoberta, em 1954.

Segundo Sakuji Yoshimura, professor da Universidade de Waseda e director da missão, durante os dois anos que se seguem, a madeira será analisada e restaurada. Serão necessários outros três anos para montar o esqueleto de mais uma das cinco naus que acompanharam o rei Jufu, baptizado como Keops pelo grego Heródoto, para a sua vida depois da morte.

A primeira barca é composta por 651 peças que o arqueólogo egípico Kamal el Mallaj demorou 13 anos a montar. Mede 43, 4 metros de comprimento, 5,6 de largura e 1,5 metros de calado. Foi construída com cedro do Líbano e as tábuas do casco estão unidas com cordas.

Esta segunda embarcação é menor e a sua montagem requer menos tempo, até porque existem novas técnicas e mais experiência. Outras duas barcas foram roubadas e a quinta ainda não foi desenterrada.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Kenya’s first underwater museum


By Gitonga Marete and Bozo Jenje, 2 February 2012 Just before the Portuguese surrendered to the Arabs in 1697, there was an intense battle for control of Fort Jesus.

In the process, a Portuguese warship that had been deployed near the fort was sunk. Christened Santo Antonio, the ship still lies on the sea bed near the fort, piling on rust by the kilo.
But Santo Antonio's fate could soon change because the National Museums of Kenya (NMK) is planning to salvage it and turn it into a tourist attraction.
Industry players say there is a fortune lying deep in the waters that surround Mombasa, one of the most important trade and military destinations of the 17th century.
Because of its role as a convergence point for Portuguese, Arab, and British explorers, the port town witnessed some of the bloodiest conflicts during that era, and NMK believes that there are tens of ships wrecked around the island.
Underwater archaeologists say that, if well preserved, these shipwrecks and the artefacts they are believed to hold could help revive cultural tourism at the Coast, a sector whose fortunes have dwindled over the past few years.
For instance, statistics indicate that the number of foreign and local visitors to Fort Jesus, the main cultural site at the Coast, has remained at around 170,000 a year in the past five years -- apart from 2008, when it declined to 130,000 due to the political turmoil that rocked the country that year.
And, with the current decline in cruise tourism due to pirate activity in the Indian Ocean, a substitute product is necessary to supplement the shortfall in earnings.
Kenya's tourism earnings have been on the rise over the past three years, with the industry earning the exchequer Sh73.4 billion in 2010, up from Sh62 billion the previous year, while projections for last year, whose figures have yet to be released, are in the range of Sh80 billion.
However, the industry is banking on diversification into high-end products -- besides the traditional safaris and beach tourism -- if this growth is to be sustained.
Two weeks ago, Mr Caesar Bita, the National Museums' head of underwater archaeology, accompanied by his colleague Phillip Wanyama (the two are the only underwater archaeologists in the country), spent several hours examining Santo Antonio before going to Ngomeni in the South Coast for yet another exploration.
"One of the ways to preserve these artefacts and turn them into tourist attractions is by securing the wreck and fitting it with underwater cameras that transmit images to visitors above sea level. Given today's technology, this is possible, although a bit expensive," says Mr Bita.
There are many other ships that sank off Mombasa, including Highland Lassie (1879), Sussex (1909), and Hamad (1909). Of the 32 known shipwrecks along the Kenyan coastline, 11 have lain in the deep waters for more than 50 years. The rest have been there for a shorter period.
In Africa, heritage tourism has not been fully exploited to attract high value tourists who make an average of three visits annually, according to the World Tourism Organisation (WTO).
But now heritage professionals in Kenya and Egypt are working towards realising the objective of generating revenue by providing underwater cultural tours where visitors can enjoy the flora and fauna of the deep seas.
Mr Wanyama says the museum is carrying out a search in the Indian Ocean to document shipwrecks in Mombasa, Malindi, and Lamu, then ways of conserving them while they work to build capacity to implement the project.
Findings from the study will be linked to the history of the growth and development of the three towns, and the National Museums of Kenya is at the initial stages of documenting the wrecks to establish their status, stability in the ocean, and the material used in their construction.
"We shall look at the existing parts of the wrecks, engine block, and timber and make reference with others manufactured at that period across the world," says Mr Wanyama. "From there, we will develop a sketch of the original ship."
According to the NMK Act, properties that qualify to be listed as underwater cultural heritages are those that are over 50 years old.
The United Nations Education Scientific and Cultural Organisation (Unesco) defines cultural heritage as those that have attained the 100-year mark and which have been consistently in water.
In Malindi, the latest discovery is of a ship that sank in the 14th century. Mr Bita, who discovered the wreck while doing a survey in 2008 at Ngomeni, two kilometres from the shoreline at a depth of 10 metres, says further research is being conducted to establish the name of the ship that has been christened Ngomeni.
"We expect that the ship will be the oldest among those that sunk along the Kenyan coastline," he says, adding that studies were underway to determine the origin, age, cargo, and type of timber used to construct it.
And in Lamu, NMK is working with the Chinese government in a three-year project to study the wreck of a ship that is believed to have sank off the Kenyan coast 600 years ago.
The ship is claimed to have sailed during China's Ming Dynasty as part of the fleet led by Adm Zheng He, who reached Malindi in 1418.
China is building a giant underwater museum to preserve and exploit an ancient shipwreck that is more than 800 years old.
Other countries that have exploited this resource include Canada, Australia, the United Kingdom, and the United States.
An underwater museum planned to be established in Alexandria, Egypt, will be one of its kind in Africa.
However, according to archaeologists, establishing such a museum needs heavy investment in equipment to ensure safety underwater and highly trained personnel.
Mr Bita and Mr Wanyama were trained in China and Egypt because Africa has been slow to introduce such programmes in its educational institutions.
Underwater archaeology studies in Africa are only offered at the Alexandria University in Egypt.
To implement the underwater museum project, tour guides would have to be trained on how to conduct excursions and ensure visitors' safety.
"So long as the guides abide by instructions, nothing should go wrong while enjoying underwater sites," says Mr Wanyama.
Tourism industry players have lauded the project, saying it should be exploited to attract more tourists to coastal towns.
Mombasa and Coast Tourist Association (MCTA) chairman Mohamed Hersi says underwater museums have great potential to attract thousands of visitors, who visit cultural sites if they are maintained to international standards.
He cites the Globe Star, a cargo ship that sank along Nyali Reef with 10,000 tonnes of wheat on April 27, 1973, and a part of which is visible above the waterline, as one of the cultural treasures that are waiting to be exploited.
Despite an intensive salvage operation, Globe Star broke in half and was abandoned. In November of the same year, five people involved in a salvage attempt died in one of the cargo holds due to gas poisoning.
"These wrecks -- with the accompanying history and intrigues -- would attract many tourists and boost revenue as well as create jobs," Mr Hersi says.